A Campanha da Fraternidade existe desde 1962. Apesar de sempre ter um tema relacionado a uma preocupação social, poucas vezes enfrentou oposições e divulgações contrárias. Mesmo durante a ditadura militar, a CF contou com apoio quase unânime da opinião pública e da sociedade.
Segundo a Agência Latino-Americana de Notícias, o jornal gaúcho Zero Hora, edição do domingo, 28 de fevereiro, publicou artigo do escritor Percival Puggina contra o tema e o conteúdo da campanha. Ali, o autor é apresentado como “católico convicto, leigo atuante na arquidiocese de Porto Alegre”. Conforme a ALN, “Puggina encaminhou mensagem à Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, queixando-se da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)”. O seu texto diz: “Muito conviria a essa Congregação conhecer o desconforto e a rejeição suscitada pela atual Campanha da Fraternidade, que, de modo solerte, confunde idolatria com economia de mercado e recua em relação à Doutrina Social da Igreja quando propõe vagos modelos ‘alternativos’ de organização da atividade econômica ‘que privilegiem a solidariedade e a partilha’”.
Em todo o país, muitos cristãos vivem o período da quaresma, momento comemorado pela Igreja para simbolizar os preparativos para a Páscoa. É nesse contexto que a Campanha da Fraternidade de 2010 é transmitida à sociedade. Este ano, a Campanha aborda o tema “Economia e Vida”, sob o lema “Não podes servir a Deus e ao dinheiro”.
Enquanto isso, na Unama, a Pastoral Universitária inicia as primeiras ações deste semestre, as quais, assim como a Campanha da Fraternidade, são destinadas a toda a população, independente de credo religioso. Elaborada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, a Campanha da Fraternidade é realizada pela terceira vez de modo ecumênico, sob a responsabilidade do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs – CONIC.
A intenção é resgatar valores cristãos em uma sociedade voltada para o consumismo e o individualismo.
Personalidades premiadas pela OAB – PARÁ, com o premio de Direitos Humanos, mostram-se indignado com decisão do seu Conselho Deliberativo, sobre Belo Monte.
Nós, Antônia Melo da Silva, Cacique Dada Borari, Congregação de Notre Dame, Pe. Edilberto Sena, Dom Erwin Krautler, Frei Henri Burin des Roziers, há dezenas de anos empenhados na defesa da Dignidade e dos Direitos Humanos na Amazônia e por isso reconhecidos pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Pará, e homenageados com o Prêmio de Direitos Humanos José Carlos Castro, manifestamos o nosso total repúdio à declaração de apoio desta instituição à Construção da Hidrelétrica de Belo Monte, aprovada por seu Conselho Deliberativo no dia 26 de fevereiro de 2010.
Cerca de três mil integrantes das igrejas Católica, Luterana, Metodista, Anglicana e Presbiteriana (entre outras igrejas) realizaram passeata ao longo da avenida Presidente Vargas, ontem de manhã, para marcar a abertura da Campanha da Fraternidade 2010, que tem cunho ecumênico. Este ano, a campanha tem como tema 'Economia e Vida', para discutir as práticas e efeitos do modelo econômico nas cidades brasileiras, e buscar, como alternativa, a economia solidária, em que iniciativas comunitárias consigam garantir renda e empregos para os mais pobres.